sábado, 16 de janeiro de 2016
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
SEU RISO
Quando o seu riso reluziu de
novo,
a minha vida retomou o rumo,
convém que seja simples, eu
presumo,
seu riso lindo, eterno e
majestoso.
O único momento era viver
um amor para sempre neste
riso.
Eu nunca poderia me esquecer
que em você tenho tudo o que
preciso.
Então me dá sua mão, faz tanto
tempo...
Sem seu abraço nunca fui feliz,
longe do seu amor quase morri
sufocado com tanto sentimento,
tanta saudade, mas eu sempre
quis
estar em paz vendo
você sorrir.
Revocê - Vôgaluz
domingo, 11 de outubro de 2015
DOIS MUNDOS
Se soubesses quanta falta me
fazes
o ar que respiro se afastaria
e todo espaço seria ocupado pela
tua presença.
Eu te falei da minha vida,
das minhas frustrações,
das minhas doenças, dos meus
medos,
dos meus aleijões.
Tua voz me encantava e falavas dos
teus dias,
minha melancolia bebia da tua
alegria.
Tentei escalar as paredes lisas
do teu castelo,
cai sobre as pedras da tua indiferença,
mas vislumbrei a paz pelos olhos
que tinhas,
e continuei a escrever o teu nome
pelos muros da cidade.
Desde então a tua ausência se fez
meu principal motivo para lembrar
cada momento,
cada minuto, cada encontro
repentino,
e as poucas ocasiões
em que olhamos juntos para a
mesma direção e, sem querer,
construímos nossa triste história
e
nos despedimos sem nenhuma razão.
[ACORDOABSURDO - Vôgaluz]
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
sábado, 26 de setembro de 2015
VOAR
Pudesse voar,
voaria por sobre as casas,
por sobre as montanhas,
por sobre os vales, parques e
florestas,
perto dos sonhos que se perderam,
acima dos muros e dos solitários.
Depois pousaria nos campos de
milho,
nas praças abandonadas,
nos quintais sombrios,
na sorte dos homens,
feito um disco voador.
Anjo meu, Anjo meu,
definitivamente,
me empresta tuas asas!
[ACORDOABSURDO - Vôgaluz]
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
ESCADA IMAGINÁRIA
Pense nas tuas mãos exaltando o
milagre da vida.
Noutra direção os teus olhos
contemplam o pão do teu trabalho.
Daqui de onde os meus pés tocam o
chão,
sinto o ar mais leve que a tua
lembrança.
Talvez o amanhã caia em nossas
mãos
feito fruta madura
e nós nos esqueceremos dos nossos
medos
quando andarmos nas nuvens.
Um dia encontraremos o jardim
onde os girassóis de Van Gogh
brilham mais que o sol.
Lá a felicidade não é de
plástico, papel ou metal.
Agora estamos,
daqui a pouco já não estaremos
mais.
O amor é o que fica porque enquanto
a humanidade se perde em suas guerras cotidianas,
a poesia constrói, degrau por
degrau,
uma escada imaginária na direção
das estrelas.
[ACORDOABSURDO - Vôgaluz]
sábado, 19 de setembro de 2015
PLANETA PAZ
É preciso evitar que o leite se
derrame
e que as crianças bebam
desesperança.
É preciso ter vergonha na cara
e parar de culpar o próximo pelos
próprios fracassos.
É preciso ter coragem para encarar
o medo.
Até onde eu saiba ninguém se perdeu
quando lutou.
Os muros da cidade segregam
histórias parecidas,
as conversas de mesa também se parecem,
e toda razão restou inútil,
assim que a inocência foi violada.
As pedras me machucaram bastante
nesta caminhada triste e
solitária,
todos os dias eu penso nisso, meu
Deus!
Onde está a paz de que tanto
precisamos?
Em resposta recebo minha parcela
de culpa
pela descrença total nas boas
intenções.
Não deve haver flores
nos jardins destruídos
do nosso próprio Armagedon
e nem palavras vagas no livro da
vida.
Tantos procuram pela firmação dos
seus cultos,
mas este ser defeituoso e
incompleto
defende princípios românticos
decadentes
carregando sua bandeira puída e desbotada
em prol de todos aqueles que
esperam
que um dia este planeta se chame
Paz.
[ACORDOABSURDO - Vôgaluz]
terça-feira, 15 de setembro de 2015
HELLMANN'S
Acabou o presunto.
A laranjada é a única esperança
para um estômago cavernoso.
O dia foi longo,
a noite é mais longa ainda,
mas a jarra vazia
- sobre a frígida pia –
explica tudo.
Acabou o leite,
se foi com ele a expectativa líquida
noturna.
Acabou o bolo,
o queijo,
o molho,
o beijo,
a sopa fria,
a pizza gelada,
o pudim de milho,
a broa amassada.
Só tem maionese e um pão sobre a
mesa,
casamento perfeito
entre o que há e o que se pode.
O estômago agradece
- na humildade –
todo alimento é sagrado
e quando dele precisamos
é que nos lembramos de olhar para
o céu e dizer:
Senhor, obrigado por tudo!
[ACORDOABSURDO - Vôgaluz]
sábado, 22 de agosto de 2015
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
UMA LINDA HISTÓRIA DE AMOR
Naquela noite,
a valsa indicava um quê de
felicidade
e ninguém podia disfarçar
o entusiasmo repentino e efêmero
da bonança.
Foi quando ela atravessou o salão
com seu vestido perfeito
mudando o rumo da história
de um homem infeliz.
Dalí por diante,
somaram-se à química da ocasião
todas as juras de amor, promessas
de fidelidade,
todos os votos de alegria eterna
e a vontade de viverem juntos
para sempre.
Passaram-se dias, meses
e até alguns anos de cordial
comunhão.
Até que certa vez...
Bem, paro por aqui!
Lindas histórias de amor deveriam
eternizar-se pelo começo.
[ACORDOABSURDO - Vôgaluz]
Obs.: "The Vienesse Waltz" pintura de Vladimir Pervuninsky.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
QUALQUER PESSOA PODE ESCREVER UM POEMA
Qualquer pessoa pode escrever um
poema
porque toda história merece
registro,
porque cada experiência é real.
Ontem à noite eu pensava em você
e perguntava às estrelas
porquê? porquê?
Havia milhões de razões para
esquecer
a música de nossas vidas
e evitar as lembranças
de tudo o que passei ao seu lado.
Mas daí, eis o eixo que muda o
desfecho,
com o seu nome escrevi alguns
versos e
pendurei no varal um novo poema,
foi no sereno da madrugada
que molhei o papel com minhas
lágrimas.
Nem precisa tirar a roupa,
molhar os cabelos,
fingir que se importa ou
preparar outra história para
ouvidos floridos.
Todo amor tem começo, meio e fim.
Mas se realmente foi amor valeu a
pena.
[ACORDOABSURDO - Vôgaluz]
sexta-feira, 31 de julho de 2015
VERSOS N'ÁGUA
Esse barulho todo que vem da
sala.
Esse grito estridente que vem da
sala.
São insuficientes os meus ouvidos
pra tamanho sermão.
A boca cala e a mente dispara
diante de tanta hipocrisia,
diante de tanta apelação.
Tudo certinho.
Tudo arrumadinho.
Tudo bonitinho.
E esses versos toscos escritos n’água
teimam em me aprisionar
atrás das grades da imperfeição.
Nada desses discursinhos baratos
da moda.
Nada desse ritmo cansativo que é
foda.
Nenhum conselho, nada de novo.
Nenhum arrepio nem babação de ovo.
Estou longe, longe demais,
deixem-me ao menos morrer em paz.
Essa conversa tola que vem da
sala
são apenas meus versos toscos
escritos n’água
e isso já é o suficiente pra
incomodar.
[ACORDOABSURDO - Vôgaluz Miranda]
domingo, 26 de julho de 2015
domingo, 19 de julho de 2015
UNE FEUILLE DE PAPIER
desses dias em que a saudade é
tanta
que o coração tenta buscar
uma canção,
um sorriso,
um gesto que ficou no tempo
registrado na memória
em aço e
concreto armado,
eu quero um ano,
uma década,
um século
e, quem sabe, um segundo dos teus
passos
percorrendo meus caminhos
tortuosos,
enquanto me distraio
inventando um final feliz.
à noite,
quando o silêncio disse a que
veio,
alguém pegou o livro com a minha
história
e fez o maior estrago.
desde então,
ando perdido neste labirinto azul,
teimando à beira do precipício,
dando murro em ponta de faca.
só agora sinto
que o tempo passou,
o bonde passou,
que as palavras pesam e
que uma simples folha de papel
queima em minhas mãos.
[Vôgaluz Miranda - ACORDOABSURDO]
quinta-feira, 16 de julho de 2015
O OTIMISTA
Não li os jornais da semana
passada nem me preocupei com as roupas no varal.
Não cai de costas com as mentiras
da televisão.
Não levantei, não arrumei a cama.
Segunda-feira não acendi vela para a minha alma.
Não fui à escola, também não quis
estudar.
Desisti da minha coleção de
figurinhas, das músicas e poemas.
Procurei não saciar a minha sede
de certezas.
Não lamentei meus erros nem
desejei voltar atrás.
Não tropecei na escada.
Não comemorei o gol do meu time.
Dei razão a Stevie Wonder, “I
just called to say I love you”.
Nunca mais te convidei para sair, tentei
me esquecer de todos os teus nãos.
Não fiz a barba, não disse
besteiras e não provei o café.
Não sorri da tola piada.
Furei a greve.
Não quis acreditar no que parecia
normal.
Não pisei na grama e não
transgredi as regras.
Não tive medo da escuridão da
noite.
Não corri da chuva.
Deixei de lado toda a razão que
nunca tive.
Decidi guardar todos
os sins para te dar.
[ACORDOABSURDO - Vôgaluz Miranda]
domingo, 12 de julho de 2015
MESMICE
é a mesma estrada. é o mesmo
mundo. a mesma forma de escrever os mesmos versos. o mesmo embrulho, presente
velho. e mesmo a hora de mudar de opinião. é tudo o mesmo nada. sempre o mesmo
medo. ontem o mesmo frio no mesmo cedo. e eu sempre o mesmo. o mesmo amor. a mesma
paixão nas mesmas voltas do coração. os mesmos livros e as mesmas palavras. a mesma
massa pro mesmo pão. o mesmo tombo no mesmo chão. é “mais do mesmo” da Legião. e
a mesma rima sem solução. da janela a mesma rua. na mesma tela de paisagem
mesma. ando ensimesmado comigo mesmo. gosto de fazer o mesmo, da mesma forma,
com as mesmas normas, o mesmo enredo.
um raio de sol aquece o ar e toca
as flores com dedos quentes. fico feliz ao dizer que um novo dia vem sempre
do mesmo gesto, depois da mesma noite de todo dia, para que possamos prosseguir
fazendo as mesma coisas com todas as nossas diferenças.
[Vôgaluz Miranda - ACORDOABSURDO]
domingo, 14 de junho de 2015
segunda-feira, 27 de abril de 2015
O equilibrista
Enquanto o mundo gira
o equilibrista caminha na corda bamba
sobre as cabeças que carregam toneladas de problemas
sobre os carros estressados e entupidos de fumaça
acima dos prédios cheios de vidas complicadas
abaixo apenas do céu
do sol
de Deus
da lua e das estrelas.
[ACORDOABSURDO - Vôgaluz Miranda]
domingo, 12 de abril de 2015
SERIAL KILLER
Eu quase confessei os meus crimes
Que não foi por acaso cada ocasião
Que no momento exato houve inspiração
Que no fim da linha há uma nova estação
Que tudo o que fiz foi de coração
E mesmo que eu jamais esclareça o que é tão comum
Acho que o meu maior crime foi amar sem motivo
algum.
ACORDOABSURDO - Vôgaluz
terça-feira, 10 de março de 2015
ORELHA SECA
Orelha seca escutas tudo o que não te diz respeito! Atrás das portas, na vizinhança, calada da noite, à luz do dia. Muitos são os segredos que tanto ouviste e que ninguém contou. Orelha seca, amiga da boca torta, enorme, tagarela, decodificadora da mensagem distorcida da vida alheia, és como esponja absorvedora do desconhecido, viras do avesso cada destino. Orelha atenta, seca e insensível é melhor que escutes bem para não te equivocares no entendimento do que não interessa para tanta gente, mas para ti, orelha orelhuda, o que mais interessa é o que não devia. Orelha gigantesca, presunçosa, bagunceira, pilantra, te finges de mouca, ponteando cada palavra sussurrada no fundo da tua parede auditiva, bisbilhotices mais que necessárias. Orelha de pelo, de lã de carneiro, deixe minha vida em paz, deixe meus segredos serem secretos, sabias que um dia Van Gogh não a quis? Tá me ouvindo, orelha seca? Tá me escutando, porra? Tá me escutando, porra? ... Hein?
[Revocê - Vôgaluz Miranda]
sábado, 28 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
MIOPIA PÚBLICA
Enganaram você
Você nem percebeu
Se você estiver certo
O enganado sou eu
O “jabá” rola nas rádios
A televisão tem seus macetes
Meus ouvidos doem
Com tanta música demente
Qual será a melhor mentira
Das revistas e dos jornais
“O país mudou”, “Sua vida
melhorou”
Ah! Assim já é demais!
Estragaram você
E ninguém interveio
Se isso tudo é bonito
Eu prefiro ser feio
A maior cantora
Me mata de vergonha
Desafina e disfarça
Que vozinha medonha!
O poeta sem mensagem
Dissimula erudição
Envenena a poesia
Que baita fanfarrão!
Não se faz política
Se não houver alianças
Deus e o diabo no mesmo altar
E a festa vai recomeçar
No fim das contas
Você é quem dança
Apertam a sua mão
Quando é conveniente
Cuidado com os lobos
Que escondem os dentes!
Você acredita na
especialização
Da crítica “jabaculê”
Roubam sua mente e
desesperadamente
Você ainda paga pra ver
Fuzilaram você
Que acha que não morreu
Se você está vivo
O defunto sou eu
Não querem que você tire
Suas próprias conclusões
O photoshop transforma
Barangas em aviões
Você, cidadão honesto, que paga
as contas em dia
Até quando será herói
Enfrentando os juros que
corroem
Seu salário mixaria?
É tanta enganação
Que não vale a pena não
Perder mais do meu tempo
Nessa longa explanação
É tanta enganação
Que me dói o coração
Se você tem certeza
Eu perdi a razão.
REVOCÊ - Vôgaluz Miranda
sábado, 3 de janeiro de 2015
EU QUERIA ESCREVER UM POEMA
Eu queria escrever um poema que unisse os nossos corações
Depois da loucura de procurar razão onde havia delírio
Perdi meus passos no dia em que errei o seu caminho
Minhas mãos tremem e é quase insuportável o peso das chaves
Por isso, a porta continuará fechada até você voltar
Não queria fazer drama
Não queria suplicar
Não queria chorar
Eu só queria escrever um poema que falasse da gente
Que tocasse na mais linda canção de amor
E que trouxesse de volta tudo o que a gente não viveu.
Vôgaluz Miranda - Revocê
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
SEPARAÇÃO
De dois fica um...
De três não ficam dois.
De três fica um... e meio.
Sim, porque a outra metade
Jamais estará completa...
A vida... A vida é uma casa repleta de portas e
janelas,
A gente pensa espreitar o mundo pelas frestas,
Mas cabe a cada um abri-las, saudando a claridade,
Ou trancá-las e na escuridão dormir o sono de todo
tempo.
Submeto meus delírios a todos os que já sofreram
incompreensão
E deixo no ar o inevitável sabor da separação,
Pois, quase sempre, de dois fica um...
Pra cada lado.
Vôgaluz Miranda - Revocê - 2014
sábado, 15 de novembro de 2014
terça-feira, 14 de outubro de 2014
O Semeador
Lanço um punhado de sementes contra o vento
Há em meus olhos primaveras de saudade
Quero que a chuva considere-se importante
E que meus sonhos não se percam no futuro
Pássaros voam pelo sol do meio-dia
Enquanto eu penso numa nova juventude
A boa terra representa toda gente
Lava-me as mãos com meu suor no sacrifício
De arar os campos na tristeza de um sorriso
Ouvindo as vozes dos fantasmas redivivos
Neste silêncio decadente e imperfeito
Moinhos velhos na inércia não mais giram
Olho pro céu e observo o vão milagre
De ter a brisa ressurgida nas sementes
Novas pessoas, novos sonhos, novo amor
Um brilho intenso de esperança e muita paz
Neste chapéu que um par de olhos bem cansados
Guarda da luz, calor do sol, meu rosto queima
O meu tesouro está no cheiro dos morangos
Das framboesas, dos melões e melancias
Quero rezar ajoelhado sobre a terra
Uma oração que traga nova vida aos homens
Que Deus dê forças pra este velho esperançoso
Que das sementes brote a nova humanidade
Poema: O Semeador - Revocê - 2014 - Vôgaluz Miranda
Pintura: O Semeador - Vincent Van Gogh - Arles - França - 1888
domingo, 5 de outubro de 2014
sábado, 13 de setembro de 2014
PEQUENA
Pequena,
os hipócritas na sala de espera têm sorrisos
amarelos,
mas você me fortalece com sua atenção.
Passo dias inteiros a me lembrar do seu rosto
e noites a fio a pensar no futuro.
Pequena,
os inimigos estão a postos,
são tanques de guerra contra nossos corações.
Nós somos flores e eles flutuam sobre o nosso
jardim.
No entanto, o magnetismo do seu carisma
fez de toda a artilharia inimiga versos de um
poema.
Pequena,
quando eu não podia mais caminhar
você me levou pra bem longe e tudo o que eu queria
era voltar
pra ver novamente a minha vida nos seus olhos.
E agora, de cara lavada, tento ter coragem pra
pedir
- pela última vez-
pra você cuidar de mim.
Pequena,
você é grande demais!
Vôgaluz - Revocê - 2014
domingo, 3 de agosto de 2014
O Chamado
Se ouvires a voz do amor
na rua cheia de casas onde moras,
corre depressa até a janela,
depressa, depressa, depressa...
acene, gesticule, grite para o amor!
Caso contrário,
ele pode dobrar a próxima esquina
ou descer a primeira ladeira que encontrar pela
frente
e nunca mais passar na tua rua.
e nunca mais passar na tua rua.
Vôgaluz - Revocê
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